
Sinto me livre, apesar de tudo que aconteceu, sinto me eu mesma sem máscaras, como se sempre tivesse que ser assim, leve, sem grande confusões e expectativas, perdi o peso, o peso da obrigação que tanto me oprimia e que de certa forma não deixava as pessoas se aproximarem, olho para o mundo com outros olhos, vejo o que tem que ser visto, os detalhes. As coisas que são tão simples e ao mesmo tempo tão lindas. Dou valor ao marido que tenho, ao filho lindo que temos, ao verde, ao ar, ao Sol, a chuva, ao beija-flor que vem tomar água na varanda de casa, ao filhote de passarinho que pousa na janela, as pessoas lembrarem de mim em viagens, enfim, a tudo que seja puro, que seja singelo, mas que poucas pessoas vêem. Sinto-me orgulhosa de mim, pelas coisas que enfrentei e deixei para trás, com algumas feridas com certeza, que sempre ficarão lá, mas que com tudo o que aconteceu, se pesar hoje na balança, gostaria de estar onde estou, como estou e principalmente como estou....